Conteúdo
Fale conosco
Ajuda    
Orientação vocacional em sua área
Procure um diretor espiritual
Envie-nos as suas perguntas
Boletim por e-mail
Digite o seu e-mail e assine agora:

  

ler o último número...

MultimediaTudo sobre a oraçãoGuia vocacional pessoalCorreioAdoração pelas vocaçõesEventos
Jesus Cristo
Opções de página
Voltar para Jesus Cristo
Anterior
Adicionar a favoritos
Pergunte
Envie esta página por email
Versão para impressão.
Entre em contato
Capítulo 12
Jesus e a mulher

Como se comportava Jesus perante a mulher? Fugia delas? Esquivava-se? Jesus veio salvar a todos. Ninguém ficava excluído da sua redenção. Muito menos a mulher, em quem Jesus apoiou tanta confiança, como guardiã dos valores humanos e religiosos do lar. Indaguemos aos Santos Evangelhos qual foi a relação que Jesus teve com as mulheres.

 

Jesus soube tratar a mulher com grande respeito e dignidade, valorizando toda a riqueza espiritual que ela envolve no tocante à educação humana e moral dos filhos e à formação de um lar onde reine a compreensão, o carinho e a paz, e onde Deus seja o centro.

 

1. A mulher nos tempos de Jesus

 

Dificilmente imaginamos, hoje em dia, os extremos a que chegou no mundo antigo a discriminação da mulher.

               

As religiões orientais chegavam a lhe negar a natureza humana, atribuindo-lhe a animal. O culto de Mitra, que senhoreou em todo o império romano nos começos da difusão do cristianismo, excluía radicalmente as mulheres. Sócrates as ignorava completamente. Platão não acha lugar para elas na sua organização social.

 

E o mundo hebraico nos tempos de Jesus? O hebraísmo se mostra como religião de homens. Filon -contemporâneo de Cristo- nos conta que toda a vida pública, com as suas discussões e negócios, em paz ou em guerra, são coisas de homens. Convém, ele diz, que a mulher fique em casa e viva em retiro. Esse separatismo estava refletido nas leis imperantes: a mulher era indigna de participar na maioria das festas religiosas, não podia estudar a torá nem participar de modo algum no serviço do santuário. Não se aceitava em julgamento nenhum o testemunho de uma mulher, salvo em problemas estritamente familiares. Estava obrigada a um ritual permanente de purificação, especialmente nas datas relacionadas com a sexualidade (as regras e o parto). Daí o nascimento de uma menina ser considerado uma desgraça. O Rabi Simeão ben Jochai escreve no ano 150: "Todos se alegram com o nascimento de um menino. Todos se entristecem com o de uma menina".

 

Enfim, a mulher era considerada como posse do marido. Estava obrigada à lida doméstica, só podia sair de casa se necessário e convenientemente velada, sem conversar a sós com homem algum, sob o risco de ser considerada indigna e até adúltera. Diante de qualquer suspeita de infidelidade, devia se submeter à prova do ciúme (cf. Num 5, 12-18). Em caso de poligamia, que era sempre poliginia, estava obrigada a tolerar outras mulheres e podia receber o libelo pelas razões mais fúteis. Sempre era atribuída a ela a esterilidade do casal. A discriminação em caso de adultério era radical. Esta humilhação chegava em alguns aspectos, sobretudo no aspecto religioso, a situações inacreditáveis. Três vezes por dia rezava assim todo homem judeu: "Bendito sejas tu, Senhor, porque não me fizeste gentil, mulher ou escravo". A isto a mulher devia responder de cabeça baixa: "Bendito seja o Senhor que me criou segundo a sua vontade". E o rabinismo no tempo de Jesus repetia obstinadamente que "muito melhor seria se a Lei desaparecesse entre as chamas do que se fosse entregue às mulheres".

 

Este era o mundo em que vivia Jesus. Estes os costumes no meio dos quais foi educado. Compartilhava Jesus de tais discriminações?

 

2. Jesus e a mulher

 

Partindo dos Evangelhos, quais as características da mulher?

 

Trabalhadora: compara o Reino de Deus a uma mulher que trabalha em casa, que põe levedura na massa e prepara o pão para a família (Lc 13,20-21). Portanto, nada mais distante da mulher do que o espírito de comodidade, a preguiça e a vida fácil e regalada. Na alma de toda mulher sobressai a capacidade de sacrifício e de serviço.

 

Cuidadosa, atenta e solícita: assim como uma mulher varre a casa e procura por toda a parte uma moeda perdida, assim Deus Pai é conosco, até nos encontrar (cf. Lc 15, 8-10). São características próprias da delicadeza feminina.

 

Afetiva e comunicativa: assim como a mulher se alegra ao encontrar a moeda perdida e faz seus vizinhos participarem da sua alegria, assim Deus Pai nos faz partícipes da dele quando recobra um filho perdido (cf. Lc 15, 8-10). Não nos esqueçamos de que a mulher precisa muito mais do afeto que de razões e de coisas materiais. Através da afetividade podemos entrar no mundo intelectivo da mulher.

 

Esposa previsora: com o óleo do amor e da fé, vai ela ao encontro do esposo. Assim devemos ser para com Deus (cf. Mt 25, 1-13). Toda mulher deve ter a previsão do que é preciso em casa.

 

Prestativa e generosa: Marta e as boas mulheres que seguiam Jesus o servem com delicadeza e amor, colocando os próprios bens a serviço de Cristo (cf. Lc 10, 38-42; Lc 8, 1-3). É própria da mulher a generosidade; ela não mede nunca a sua entrega; simplesmente se dá.

 

Feliz no sacrifício: como a mãe ao dar à luz seu filho (cf. Jo 16,21). Tem o sacrifício incorporado à vida; nasce com um quinhão de resistência maior do que o homem.

 

Humilde e oculta: como a viúva que oferece na coleta do templo o que tinha para viver (cf. Mc 12, 41-44; Lc 21, 1-4). Quantas coisas, quantos detalhes ocultos a mulher tem em casa, e ninguém vê! Somente Deus a recompensará.

 

Fina sensibilidade: derrama o melhor perfume em Cristo (cf. Jo 12,1-8). A sensibilidade é uma das facetas femininas. Sem as mulheres o nosso mundo seria cruel; faltaria essa nota de finura. Elas vão derramando o seu melhor perfume no lar.

Fiel nos momentos difíceis: as mulheres estavam presentes no Calvário, quando Jesus morria (cf. Jo 19,25). Onde estavam os valentes homens, os apóstolos decididos, os que tinham sido curados? Lá estavam as mulheres, pois quando uma mulher ama de verdade, ela ama até o sacrifício.

 

 

a. Como as trata Jesus?

 

Fala com elas com naturalidade, espontaneidade, sem afetação e sempre com muito respeito, discrição, dignidade e sobriedade, evitando um comportamento vulgar, atrevido, perigoso. Ninguém pode dizer uma palavra de suspeita sobre este aspecto delicado.

 

Permite que elas o sigam de perto, que o sirvam com seus bens (cf. Lc 8,1-3). Isto era inaudito nesse tempo. Rompe os esquemas sócio-culturais da época. Por que iria Ele desprezar o serviço amoroso e solícito das mulheres? Entendemos melhor agora por quê, nas igrejas, é sempre a mulher a mais disposta para todos os serviços necessários, porque desde os tempos de Jesus elas tinham as mãos dispostas a servir, e servir de coração.

 

Ele procura só o bem espiritual das suas almas, a sua conversão. Não tem intenções distorcidas nem dúplices.

 

Jesus as corrige com amor e respeito, quando é necessário, para lhes ensinar a lição.  Sua Mãe Ele foi elevando até um patamar superior, uma nova maternidade, acima dos laços de sangue (cf. Lc 2,49; Jo 2,4; Mt 12,48). Da mãe dos Zebedeus que pedia privilégios para os filhos Ele repreendeu a ambição (cf. Mt 20,22). Pediu às mulheres que choravam no caminho do Calvário que reservassem as lágrimas para quem estava longe de Deus, a fim de os atrair à conversão (cf. Lc 23, 28).

 

Premiou-lhes a fé, a confiança e o amor com milagres: a hemorroíssa e a filha de Jairo (cf. Mt 9, 18-26), a sogra de Simão Pedro (cf. Mc 1, 29-39), o filho da viúva de Naim (cf. Lc 7, 11-17), a filha da cananéia (cf. Mc 7, 24-30), a mulher encurvada (cf. Lc 13, 18-22). Jesus é agradecido ao máximo a estas mulheres e as sabe consolar em seus sofrimentos.

 

Aceita a amizade das irmãs de Lázaro, Marta e Maria, que o acolhem em casa com solicitude e escutam com atenção suas palavras (cf. Lc 10, 38-42). A amizade é um valor humano, e Jesus era verdadeiro homem. Como iria desprezar um valor humano?

 

Ele as perdoa quando arrependidas (cf. Jo 1-11; Lc 7, 36-50; Jo 4, 7-42). Livra Maria Madalena do poder do demônio (cf. Mc 16, 9; Lc 8,2); a chama a ser apóstola da sua ressurreição (cf. Jo 20, 17). As mulheres foram as primeiras a ser enviadas para levar a boa nova da vitória de Cristo.

 

3. Visão da mulher no cristianismo

 

A mulher é, antes de tudo, uma pessoa humana, criada por Deus, espiritual e destinada à vida imortal. É contrário à sua dignidade e destino transformá-la num objeto de prazer, em escrava do capricho, da sua vaidade, da moda, ou numa figura meramente decorativa da casa. Mulheres, não se deixem manipular! Mulheres, saibam se respeitar! Mulheres, vocês são pessoas humanas com imensa dignidade. Reconheçam a sua dignidade.

 

A mulher é pessoa como mulher e só se realiza como pessoa na medida em que se realiza como mulher. A cultura moderna demonstra que a dissociação de ambos elementos gera na pessoa uma repressão que acaba por desequilibrá-la e que é fonte de desestabilização familiar. Mulheres, sejam mulheres, conservem os seus aspectos femininos! O mundo e a sociedade precisam de mulheres perfeitas. O que vocês não fizerem, ninguém o fará. O homem tem outra função.

 

Deus capacitou a mulher, através de sua natureza feminina, para um pleno desenvolvimento e realização como ser humano. O corpo e a alma feminina estão feitos naturalmente para a missão sagrada e específica de transmitir a vida. Nulificar ou negar essa dimensão produz uma espécie de morte psicológica da sua essência feminina. Mulheres, não se envergonhem de ter filhos, muitos filhos...  Esta é a sua missão primordial.

 

Cristo redimiu a imagem de Deus no homem, danificada desde o princípio, e curou com seu amor absoluto as feridas deixadas pelo pecado; a mulher, deste modo, é agora capaz de se expressar e de se realizar no caminho de um amor oblativo e sacrificado, verdadeira fonte de vida e de fecundidade. A Igreja, com o Evangelho, acredita que o amor oblativo, longe de diminuir a mulher, a dilata na sua existência. Mulheres, queremos ver em vocês esse amor feito de oblação e de entrega! Maria, a Mãe de Jesus, lhes dá exemplo da profundidade desse amor.

 

Através da condição feminina percebe-se um especial reflexo do Espírito de Deus e a sua virtude como força do amor, como centro de comunhão, como alento de esperança, como certeza de que a vida triunfa sobre a morte, assim como o espírito prevalece sobre a matéria. Sem vocês, mulheres, o mundo se materializaria e ficaríamos sem alma, sem espírito! Não permitam que nos afoguemos na materialidade!

 

A mulher é parte essencial do Corpo Místico de Cristo em virtude da sua feminilidade, que reflete a natureza esponsal do Corpo em relação com a Cabeça, Cristo. A Igreja é a esposa de Cristo. Ao querer retratar a Igreja, devemos olhar para a mulher, de onde tiraremos a fonte da ternura feminina para aplicá-la analogicamente à Igreja de Cristo.

 

Na história da salvação a mulher ocupa um lugar importantíssimo. No tempo em que lhe compete viver, ela é um anel novo e irrepetível dessa enorme cadeia de mulheres que a precederam como cooperadoras da evangelização, desde aquele pequeno grupo que acompanhava e servia a Jesus. A primeira de todas foi sua Mãe Santíssima. Portanto, o "Ide e anunciai" de Jesus também é dirigido às mulheres, a todos os cristão, homens e mulheres.

 

No tempo da Igreja que lhe cabe viver, à mulher cristã compete velar para que a Igreja persevere na fidelidade ao seu Esposo Divino, através da manutenção não adulterada da fé, de um constante rejuvenescimento e enriquecimento da sua maternidade espiritual sobre a humanidade redimida. Isto quer dizer que na expansão do Evangelho, em cada tempo e em cada cultura, a mulher deve marchar à cabeça dos evangelizadores, a exemplo de Maria Santíssima e de Maria Madalena. Que predileção e que confiança a do Senhor!

 

 

CONCLUSÃO: Jesus compreende a vocação peculiar da mulher à vida e ao amor, capaz de suscitar nela os mais nobres sentimentos e ideais. Por isso sempre apela ao que de melhor a mulher possui: ao seu anseio de um amor que lhe permita realizar sua vocação sobrenatural e eterna. Jesus não repreende a mulher pela sua vida e pelo seu pecado, mas a leva pela mão misericordiosamente, para que ela reconheça a sua situação e erro e volte à vida nova.

 

Jesus dá a entender que só o amor de mãe, a pureza da alma virgem e a capacidade de sofrimento do coração feminino foram capazes de compartilhar a imensidão do sofrimento do filho de Deus. Foram as mulheres que aproveitaram os poucos minutos de luz restantes para embalsamar seu corpo e perfumá-lo, segundo o costume judeu. Depois velaram com um amor intrépido, diante dos olhares dos guardas, o corpo do seu Mestre amado (cf. Mt 27, 61). Depois de guardar o repouso sabático, foram no primeiro dia da semana, de manhã bem cedo, à tumba de Jesus com a esperança de concluir esse piedoso ato de amor. Como recompensa, Jesus ressuscitado aparecerá para elas antes de aparecer aos discípulos (cf. Mt 28,9) e antes mesmo de aparecer aos apóstolos. Jesus confiará a elas a tarefa de anunciar aos outros a boa notícia da sua ressurreição (cf. Mt 28,10; Jo 21,17), apesar da mentalidade judia que não concedia nenhum valor ao testemunho de uma mulher.

 

Por causa da sua abertura ao amor e da sua delicada sensibilidade, a mulher é especialmente capacitada para compreender a mensagem de Jesus. Por isso o Mestre não tem dúvida em lhes revelar verdades profundíssimas sobre o mistério do Pai e o seu próprio mistério: à mulher samaritana ele declara sem rodeios que Deus é Espírito e que não devemos adorá-lo em Jerusalém ou num monte, mas "em espírito e verdade". Ele mesmo se apresenta a ela como o Messias prometido (cf. Jo 4, 24,26). A Marta, irmã de Lázaro, diz que Ele é a ressurreição e a vida (cf. Jo 11,26). A Maria Madalena dá a entender que o seu Pai Celestial é Pai também de todos os homens (cf. Jo 20, 17). As mulheres compreendem a linguagem do amor, que é o núcleo da mensagem de Cristo.

 

Jesus não desconhece a realidade do pecado na adúltera, na samaritana, em Maria Madalena. Mas sabe que elas podem chegar à redenção das suas faltas porque podem amar muito. Jesus trata a mulher como mulher. Não privilegia trato com ela nem o rejeita. Vê nela um reflexo esplêndido do amor do Pai, uma criatura chamada à grande vocação de mãe, de esposa e de filha. Cristo lega a todos os homens um magnífico exemplo do trato que a mulher merece: sua finura, seu respeito, sua delicadeza, sua consideração, seu amor puro e desinteressado são um modelo perfeito do comportamento que o homem deve adotar com relação à mulher.

Clica aqui para me enviar um e-mail.
                                                                                                                                                                                                       
Adoração pelas Vocações
Setembro 9
(Horário GMT)
3:00 PMfabio nelson palacio (Risaralda, co...)
Setembro 16
3:00 PMfabio nelson palacio (Risaralda, co...)
Setembro 23
3:00 PMfabio nelson palacio (Risaralda, co...)
Janeiro 1
4:00 AMAnonymous
Ver semana inteira...

O que é isto?

Um apostolado dos Legionários de Cristo e do Regnum Christi a serviço da Igreja.