Conteúdo Caminhada Vocacio... ![]() Oração Perguntas ![]() Testemunhos ![]() Reflexões Atividades Vocacio... ![]() Livros e Artigos ![]() Multimídia ![]() Links Eventos Fale conosco
Boletim por e-mail |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
![]()
Capítulo 11 Jesus e a tentação Nem tudo foi fácil na vida de Jesus: a missão salvadora teve um cumprimento custoso. O demônio lhe apresentou falsos caminhos para realizar a sua missão, mas à margem do seu Pai celestial. Tentou Jesus a viver um messianismo terreno, político, deslumbrante e ambicioso. Mas Jesus não caiu na armadilha. A força Ele tirou do Pai na oração e no sacrifício. Como verdadeiro homem, Jesus foi tentado. Tentado por fora, porém, nunca por dentro, porque Ele não teve pecado original. O núcleo das tentações propostas por Satanás é separar a Cristo do seu messianismo espiritual, encomendado pelo Pai, e orientá-lo a um messianismo terreno, político, horizontal. A cada tentação do diabo Jesus respondeu um "não" e nos ganhou a vitória, dando-nos exemplo na luta contra o inimigo. 1. Existe o demônio? Há quem negue a existência de Satanás, dizendo que nunca alguém o viu com os próprios olhos nem o tocou com as próprias mãos. Outros dizem que foi invenção de mentes enfermas ou atormentadas, a fim de amedrontar as pessoas simples e de saúde frágil para lhes extorquir dinheiro e conquistá-las para si. Há quem diga também que foi a Igreja Católica a sua inventora, para ter os seus adeptos bem calados e bons porque do contrário Satanás os levará para o inferno. Outros, sobretudo os pregadores, preferiram não falar do diabo. Por quê? Saiu da moda? Medo de os ouvintes não aceitarem? Não sei. Eu confio em Jesus. Ele fala de Satanás várias vezes no Evangelho. Além disso, em outros escritos do Novo Testamento, fala-se do demônio mais de trinta vezes. Como exemplo eu dou estas citações: Lc 10, 18; Jo 8,44; Mt 25,41; Mt 13,39; Mt 4, 1-9. E se Jesus fala do demônio, não nos mente, porque Ele é a Verdade. A própria Igreja Católica declarou como verdade de fé a existência do demônio no quarto Concílio de Latrão e no Concílio de Trento. Não é que a Igreja tenha descoberto a existência de Satã. Ela apenas corrobora o que já é de fé revelada e definida. Ao dizer cada domingo "Creio na vida eterna", estamos dizendo implicitamente que acreditamos no céu, onde vivem Deus e os seus santos, e no inferno, onde está o demônio e quem quis ir para junto dele, afastando-se e excluindo-se de Deus. Se existe, como é? Vocês já viram o ar? Já o tocaram? Não, porque ele é invisível, impalpável. E entretanto, ninguém nega a existência do vento, a existência do ar. Vemos somente os efeitos que o vento produz: destrói casas, derruba árvores, espalha folhas secas, deixa destroços. Assim também podemos falar do demônio: não o vemos com os olhos corporais nem o tocamos com as mãos, mas o conhecemos mediante os efeitos terríveis que ele provoca em nosso coração e no mundo. Quem provoca os ódios, os rancores, as discórdias, a perversão, as impurezas, as blasfêmias, as ambições, as mentiras, as magias, as zombarias da religião, as missas negras, e todo o absurdo e o mal que vemos? Só Satanás, mas servindo-se de instrumentos humanos. Nós somos como a faca que se presta para que ele corte, rasgue, arranhe, destrua e mate os valores humanos e cristãos que Deus nos semeou no coração como boa semente. Ele, e só ele nos incita a pecar, a nos rebelarmos contra Deus e a maltratar os outros. Não vemos o demônio porque ele é um ser invisível, não material. Mas é um ser concreto, real. É o anjo que se rebelou contra Deus e se converteu em demônio, em anjo mau, rebelde, apóstata. E a ele seguiram outros anjos rebeldes, a quem chamamos demônios. Como ele age e onde? Existe uma ação ordinária do demônio, que o próprio Cristo experimentou. Ele quer nos tentar ao mal (Mt 4, 1-11). E nos tenta no que temos de mais frágil: a ânsia de ter (ambição), o desejo de desfrutar (materialismo e sensualidade), e o anseio de sobressair (vaidade). Existe uma ação extraordinária. Ele nunca pode penetrar em nossa alma a não ser que abramos consciente e livremente a porta. Pode, porém, se infiltrar em nosso corpo: é o que chamamos de possessão diabólica. O diabo se apodera do corpo, sem que a vítima possa resistir. Faz falar outras línguas, demonstrar uma força excepcional, revelar coisas ocultas. A pessoa esperneia, morde, arranha. Outras vezes, essa ação extraordinária do demônio provoca sofrimentos físicos. Esse fenômeno nós lemos em muitas vidas de santos: o santo cura d'Ars, São João Bosco, São Paulo da Cruz, o santo Padre Pio. São espancados, flagelados pelo demônio, mas ele não consegue penetrar em seus corpos e muito menos na alma. Outra ação extraordinária pode ser mediante a obsessão diabólica, durante a qual as pessoas são acometidas de pensamentos obsessivos, absurdos, que as levam ao desespero, ao desejo de suicídio, à prostração. Influi nos sonhos. Estes estados competem à psiquiatria. Finalmente, a sujeição diabólica, chamada também dependência do demônio, levada a cabo pelo pacto de sangue ou pela consagração ao diabo. Terrível! Já se está em mãos de Satanás, já se lhe deixou aberta a alma. Já se é posse de Satã. Como nos defendermos de Satanás? Há meios comuns, ordinários, com os quais Deus nos ajuda com a sua força e a sua graça, mais poderosa do que o demônio: oração, confissão, comunhão, obras de misericórdia, devoção à Virgem, docilidade ao nosso anjo da guarda, que nos protege corpo e alma, de dia e de noite. Existe um meio extraordinário quando há possessão diabólica: o exorcismo com um sacerdote católico autorizado, não com magos e bruxos. Um meio também importante: não brincar com o demônio nem com as coisas do demônio: o jogo do copo, invocações ao demônio, bruxarias, jogar as cartas, escutar músicas de louvor e adoração ao demônio. Em algumas peças musicais em inglês, descobriu-se, lendo a canção de trás para frente, que era dado culto ao demônio. Com o demônio não se brinca de jeito nenhum! Vivamos muito tranqüilos e confiantes em Deus, mas vigiemos vinte e quatro horas por dia, como nos diz São Paulo, porque o diabo está sempre rondando, buscando a quem devorar. Resistamos a ele fortes na fé e no amor a Deus. 2. Historicidade das tentações São fatos históricos ou um jogo literário dos autores sagrados para nos ensinar uma lição? São invenções dos evangelistas? Foram tentações interiores ou exteriores? Dizer que Jesus foi tentado não seria lançar uma mancha sobre Ele? São perguntas interessantes. Respondamos. Há pessoas que negam a tentação em Jesus, porque a consideram indigna do Filho de Deus. Talvez confundam uma verdade: uma coisa é a tentação, má em si, e outra cair na tentação. Mais: sabemos que a tentação é uma oportunidade maravilhosa para provarmos o nosso amor a Deus e nossa opção por Ele; além disso, a tentação nos faz descobrir os pontos fortes e fracos da nossa natureza humana e, sobretudo, a tentação nos deixa mais humildes para pedir e implorar a ajuda de Deus. Digamos primeiramente: se Jesus não viveu a tentação, não poderia ser verdadeiro homem e não poderia ser um exemplo para os homens. Só será exemplar quando, depois de viver a tentação, a tiver superado no seu interior. Em Jesus, é verdade, não houve a menor conivência com o pecado, mas a tentação cruzou com a sua vida como cruza com a nossa. E não uma vez só. Se o Evangelho só nos descreve essas três tentações, há no Novo Testamento muitas frases que nos dizem que a tentação acompanhou Jesus durante toda a sua vida. Tentado na fome e na sede, no frio e na fadiga, nos êxitos clamorosos e nos fracassos desalentadores, na solidão e na incompreensão dos mais chegados, na inoportunidade das pessoas e na hostilidade dos governantes. Jesus, em visão retrospectiva da sua vida, fala com intimidade aos apóstolos: "Tendes permanecido comigo nas minhas provas" (Lc 22,28). A própria carta aos hebreus vai mais longe: "Porque Ele mesmo suportou as tentações, é capaz de socorrer aos que são tentados" (2,18). E São João resume esta luta e o seu desenlace: "Vem o príncipe deste mundo, que em mim nada pode, mas convém que o mundo conheça que eu amo ao Pai" (Jo 14, 30). Jesus foi, portanto, tentado. E a essência das três tentações atenta contra a essência mesma da sua vida: o messianismo. Não parece que tenha sido a comunidade ou os evangelistas que inventaram essas tentações; eles não se atreveriam a dizer, uma vez confessada a sua ressurreição e divindade, que Jesus tinha sido tentado pelo Maligno. A narração das tentações, disse Maximino Arias Reyero, é uma narração contada pelo próprio Jesus, que manifesta dramaticamente o que lhe ocorreu ao longo da sua vida apostólica e em diferentes oportunidades, adaptada pelos catequistas-evangelistas ao seu público, a fim de extrair ensinamentos para os cristãos. Foram interiores ou exteriores? Responde José Luis Martín Descalzo: "Numa ótica teológica é perfeitamente possível que as tentações sofridas por Jesus tenham sido irmãs gêmeas das que todos os homens padecem em seus corações, sem necessidade de aparições diabólicas. É perfeitamente possível que a forma literária com que se conta o episódio tenha sido de oferta dos evangelistas, que reuniram numa única ocasião todas as tentações que Cristo viveu ao longo da vida...". 3. O conteúdo das tentações Dostoievsky, numa das páginas mais belas de toda a história da literatura (A lenda do grande inquisidor, em Os Irmãos Karamazov) percebeu como ninguém a profundidade do que aqui está em jogo: "Se houve alguma vez na terra um milagre realmente grande, foi naquele dia, o dia dessas três tentações. Precisamente na colocação dessas três questões o milagre se cifra... Só por causa dessas três perguntas, do milagre da sua aparição, é possível compreender que nos encontramos com uma inteligência não humana, mas eterna e absoluta. Porque nessas três perguntas aparece compendiada num todo e prognosticada toda a posterior história humana e manifestadas todas as três insolúveis antíteses históricas da natureza humana em toda a terra". Quais são essas três formulações em que o espírito do mal resume toda a sua filosofia da história? Quais são as três antíteses que, diante delas, Jesus apresenta? Esse é o eixo desta cena que estamos analisando. Jesus está pondo em jogo o sentido e a direção da sua obra redentora. Satanás, é óbvio, não está propondo a Jesus escolher entre o bem e o mal, mas entre o bem que o seu Pai quer e outros bens aparentes de feitio e categoria humana: materialismo, vaidade, ambição, poder. Primeira tentação: Mt 4,3-4 e Lc 4, 3-4 É a tentação do messianismo materialista. Reduzir a vida e messianismo à reforma social, para satisfazer os estômagos e solucionar os problemas sociais, econômicos. Este ataque Jesus vence dizendo que não é um distribuidor de pão, que Ele traz algo mais importante e diferente: a Palavra de Deus, único alimento que pode saciar definitivamente o coração do homem. Jesus está com isto desprezando o que é material? Desinteressa-se do estômago dos homens? Não. O pão material é necessário. Ele bem o sabe e tem de lutar a fim de todos o terem. Mas Jesus traz mais do que pão. Traz a Palavra de Deus que, se aceita e vivida, trará o pão da terra como acréscimo, depois de dar a plenitude interior e pelo próprio fato de a dar. Se Jesus tivesse solucionado os problemas sociais e materiais, todos o seguiriam, mas não por causa dele e sim graças ao pão. Cristo não quer que se desvirtue a sua missão redentora e espiritual. Ele traz o pão da sua Palavra que alimenta a nossa alma e a enche de entusiasmo, de verdade, de esperança, de amor, de perdão e de luz. Quem se alimenta deste pão poderá depois dar solução à fome material e à injustiça social. O conteúdo desta primeira tentação, portanto, consiste em solicitar a Jesus que possua bens materiais de preferência aos valores espirituais do Reino. Esta tentação continua batendo à porta no nosso mundo atual. Temos de gritar como Jesus: "Não só de pão material vive o homem", mas também da fé e do amor a Deus e ao próximo. Devemos preferir a palavra de Deus e os valores do Reino aos bens materiais e a outros valores, como a família, a riqueza, a comodidade, as vantagens próprias. Segunda tentação: Mt 4,5-7 É a tentação do messianismo milagreiro e fosforescente. "Joga-te e cobre-te de glória". Um êxito como este levará o povo inteiro a se pôr em pé detrás dele. Não será necessário pregar, muito menos morrer. Bastará o triunfo. Satanás sabe que os homens amam a maravilha, o espetáculo. Estão dispostos a se prostrar perante qualquer taumaturgo, mesmo diabólico ou charlatão. Esta tentação mostra mais profundidade do que aparenta. Nela entra em jogo o próprio conceito que Jesus tem de Deus e o modo absurdo que o demônio tem de o entender. Para este, Deus seria uma fonte de benefícios. Por isso o diabo incita Jesus a usar dele, colocando Deus a serviço dos seus interesses ou mesmo da sua missão. O demônio tenta a Cristo não tanto para que Ele demonstre que é Filho de Deus, mas para que os homens acreditem nele. É a mesma tentação que formulariam para Cristo quando na cruz, pedindo-lhe que descesse, não como um triunfo próprio, mas como um suposto cumprimento da missão: para acreditarmos nele (Mt 27,42). Estamos diante da tentação da eficácia apostólica, mas deturpando a intenção e o modo. A tentação da eficácia deslumbrante, mas que não passa pela cruz, pelo sofrimento, pela incompreensão. "Queremos um Messias apoteótico, brilhante... mas sem cruz". É como se disséssemos: queremos o triunfo, mesmo que não haja santidade de vida. Sabemos que a santidade não se consegue sem uma enorme cota de sacrifício, dissabores e cruzes. O que é o triunfo aos olhos de Deus? O que é a eficácia aos olhos de Deus? Esta tentação aconteceu muitas vezes na vida de Jesus. Inúmeras vezes, diferentes pessoas lhe pediram que manifestasse, por meio de milagres, a presença de Deus nele, para poderem crer na sua doutrina. Mas a doutrina e a atitude de Jesus é sempre a mesma: Deus está sempre no escondido, no quotidiano (cf. Mt 6,6). Deus está continuamente na vida de Jesus. Não tem por que reclamar uma presença milagrosa. Impor condições à ação de Deus, provocá-la, foi visto no Antigo Testamento como tentação, como pedra para fazer alguém cair. Como Cristo, o cristianismo não tem que pedir milagres espetaculares a Deus para poder crer, nem sinais deslumbrantes. Basta confiar em nosso Pai Deus, que saberá nos dar o que mais convier à nossa salvação eterna. Terceira tentação: Mt 4, 8-10; Lc 4, 5-8 É a tentação do messianismo reduzido ao poder humano, à posse da terra, que era o sonho dourado de todos os membros do seu povo, os israelitas, e que continuará sendo ao longo dos séculos o sonho de todos os humanos. Nós nos contentamos com o domínio do mundo e nos esquecemos da alma. É a tentação em que caiu Adão, o primeiro homem. Esta tentação ocorre em outros momentos da vida de Jesus, onde lhe é oferecido ser "como Deus", poder ser nomeado rei deste mundo, dominar e reger os destinos de Israel. A doutrina de Jesus sobre este ponto é sempre a mesma: ninguém pode servir a dois senhores (cf. Mt 6,24); ser servos, não senhores (Mc 9, 34). A tentação é profunda: se Ele vem salvar o mundo, não será um bom caminho começar por dominá-lo e fazê-lo seu? O demônio lhe propõe um poder terreno e político idólatra, sem levar em conta a referência a Deus; o poder político como competidor de Deus. Jesus responde com um violento "não". O poder que Jesus traz é o poder que caminha pelas estradas do amor, do fracasso aparente e da cruz. Do alto de um trono é muito difícil, quase impossível, amar. O trono afasta, a cruz aproxima. E de nada serve o demônio oferecer em troca da sua eficácia todos os reinos deste mundo. Jesus sabe que o poder corrompe. Sabe que um Cristo "poderoso" não seria o verdadeiro. E que a sua redenção com ouro seria uma conquista, não uma redenção. A salvação não pode chegar sob as espécies da força, do poder e da riqueza. Resumindo: no deserto Jesus teve de lutar contra o demônio que lhe propunha outro tipo de messianismo; um messianismo terreno, horizontal, político, social, ao nível da terra. O tentador propõe a Jesus cumprir a sua missão: na fartura, na glória e no reconhecimento admirados, na riqueza e no poder, e tudo isto operado com a ajuda de prodígios divinos. Mas Jesus, antes de começar a missão, propõe outro caminho: o de escutar a Palavra de Deus, o da obediência humilde, o de atribuir tudo ao Pai. Deixa bem claro qual é o messianismo que Ele vem instaurar, por mandado de seu Pai: um messianismo espiritual, que deve passar obrigatoriamente pelo serviço, pelo recolhimento, pelo sacrifício e pela cruz. Jesus derrota a Satanás. E quando expulsa demônios, não faz mais do que verificar e ratificar a sua vitória. CONCLUSÃO: Como verdadeiro homem, Jesus foi tentado. A tentação não significa pecado. Devemos esclarecer uma coisa: enquanto as tentações dos homens provêm de três fontes -o mundo, o demônio e as próprias paixões desordenadas que todo homem traz em si-, as tentações de Jesus provêm do exterior, do mundo, do demônio e dos demais homens. Jamais do seu interior, pois Ele nunca experimentou as paixões desordenadas, fruto do pecado original. Jesus é santo, nasceu sem pecado. No seu interior reina a harmonia e a identificação com a vontade do seu Pai. Nós convivemos com a inclinação interna a nos desviar da vontade de Deus. Jesus, vencendo a Satanás, nos garantiu a possibilidade de vencer, se nos aliarmos a Ele e à sua Palavra. |
Bento XVI aos sacerdotes (I): não basta fazer <www.zenit.org, Junho 16> Lições do Papa: sofrimento da Igreja à luz de Fátima <www.zenit.org, Maio 19> Questão da ética na informação eclesiástica <www.zenit.org, Maio 19> | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Um apostolado dos Legionários de Cristo e do Regnum Christi a serviço da Igreja. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Site oficial dos Legionários de Cristo Site oficial do Movimento Regnum Christi Fale conosco Copyright 1999-2010, Legion of Christ. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||