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Capítulo 4 Os principais nomes de Jesus Ao lermos os Santos Evangelhos, a variedade de nomes dados a Cristo nos surpreende, sejam os dados pelos evangelistas ou os que o próprio Cristo aplica a si mesmo: Caminho, Verdade, Vida, Pastor, Rei, Luz, Pão, Mestre, Companheiro de caminho, Ressurreição, Vida, Salvador, Messias, Cordeiro de Deus, etc... Isto nos demonstra a riqueza imensa encerrada no coração de Jesus. Aproximemo-nos, então, do Evangelho, para descobrir a profundidade desse Amor. Ao longo dos Evangelhos podemos descobrir diversos títulos de Jesus. Todos nos demonstram que Ele foi o maior homem da história. Muitos homens foram admirados, mas nem sempre amados. Jesus Cristo foi o único homem amado após a sua morte. Depois de dois mil anos da sua morte, legiões de homens e mulheres, deixando a família paterna e a futura família, riquezas e pátria, despojando-se de tudo, vivem só para Ele. Jesus Cristo foi amado com heroísmo. Milhares e milhares de mártires deram o sangue por Ele. Milhares e milhares de santos centralizaram nele as suas vidas. Jesus foi também o homem mais combatido da humanidade. O que será que tem esse homem que morreu há dois mil anos e que ainda hoje incomoda tantos vivos? O que terá esse homem para continuar enterrando os inimigos e continuar Ele vivo? Quem é Jesus? Frei Luis de León escreveu o seguinte: "Vêm a ser quase inumeráveis os nomes que a Escritura divina dá a Cristo, porque o chama Leão e Cordeiro, Porta e Caminho, Pastor e Sacerdote, Sacrifício e Esposo, Videira e Sarmento, Rei de Deus e Seu Semblante, Pedra e Estrela, Oriente e Pai, Príncipe da Paz e Saúde, Vida e Verdade e assim inúmeros outros nomes". Quem é Cristo, afinal? Ainda nos ressoa nos ouvidos a pergunta que Cristo mesmo formulou há dois mil anos: "Quem dizeis que Eu sou?" (Mt 16,16-17). A esta pergunta, respondeu o seu Pai celestial, responderam as pessoas que o viram e escutaram e respondeu o próprio Jesus. 1. O que o Pai Celestial disse de Jesus? "Tu és meu Filho amado, meu predileto" (Mc 1,10 ) disse-o no dia do batismo no Jordão, antes de começar a pregação do Reino de Deus. O que terá experimentado o coração de Jesus ao escutar do próprio Pai celestial estas palavras tão belas, cheias de carinho e de amor? Que força e que ânimo não terá sentido Jesus ao ouvi-las? Sentir-se o Filho amado, o predileto, era um motivo de muita alegria e satisfação interior para Jesus. Jesus é o predileto porque faz sempre e com amor a Vontade do seu Pai. "Este é meu filho amado, meu predileto, escutai-o" (Mt 17,5), disse no dia da transfiguração no monte, antes da sua paixão e morte. Aqui o Pai acrescenta um desafio para nós todos: escutar o seu Filho. Escutá-lo porque Ele é a Palavra do Pai, Ele que traz a mensagem da parte do Pai. Escutar implica abertura interior, fechar os ouvidos aos demais barulhos. Escutar para que esta Palavra caia na profundeza do nosso coração, nos alimente, nos questione, nos converta, nos arda, nos queime e chegue a ser um vulcão que entre depois em erupção e alcance com a lava a todos os que estiverem perto de nós. Este Filho é diferente dos filhos dos homens. Corria o século III quando o bispo de Antioquia da Pisídia, Santo Acácio, foi levado à presença do cônsul Marciano. Este lhe perguntou: * Assim, pois, conforme dizes, Deus tem um filho? * Tem, sim. * E quem é este filho de Deus? * O Verbo da verdade e graça... * Então, diz-me o nome dele. * Seu nome é Jesus Cristo. * E que deusa o concebeu? * Deus não gerou seu filho unindo-se do modo humano a uma mulher..., mas o Filho de Deus e o Verbo da verdade saiu do coração de Deus. 2. Que disseram os outros sobre Jesus Cristo? Jesus São Mateus nos diz, da parte do anjo: "Tu lhe porás por nome Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos pecados" (Mt 1,21). São palavras do anjo a José. Este nome expressa a missão do Filho de Deus ao se encarnar: revela o motivo da encarnação. Jesus, em língua hebraica, se diz Yehoshuah, que quer dizer Javé salva, Deus salva; quer dizer, pois, Salvação-doador. Este é o nome que resume todos os outros que Frei Luis de Leon enunciou. É o nome mais suave. Assim dirá São Bernardo: "Nada mais suave de cantar, nada mais grato de ouvir, nada tão doce de pensar, como Jesus, Filho de Deus". Jesus! Não existe sob o céu outro nome, dado aos homens, no qual havemos de salvar-nos. (Act 4,12). Manuel de Iribarne conta a morte trágica de Francisco Pizarro dizendo: "Pizarro ficou só no meio dos seus inimigos, que arremeteram-se contra ele sem compaixão. Atacado por todos os lados, o velho soldado se manteve de pé defendendo-se durante algum tempo, até que o seu musculoso braço se rendeu ao cansaço, incapaz de sustentar a espada. Martín Bilbao lhe desferiu então uma furiosa facada no pescoço, e ele caiu de bruços sobre os ladrilhos. Jorrou-lhe sangue quente da garganta. Ao cair, o conquistador do Peru pediu confissão em voz alta. Diz-se que antes de soltar o último suspiro, como espanhol e como cristão ele traçou uma cruz com seu próprio sangue no solo - única assinatura que usou em vida - e logo a beijou devotamente. Um tênue e sussurrado 'Jesus' escapou dos seus lábios". Um nome que traz consolo e confiança inclusive no momento da morte trágica. Jesus, Cordeiro de Deus Assim o nomeou João Batista às margens do Jordão (cf. 1,29). O que foi que João quis dizer? Talvez estivesse a indicá-lo como o verdadeiro Cordeiro Pascal (cf. Ex 12,6) ou tivesse em mente o cordeiro do sacrifício cotidiano no templo (cf. Ex 29,38); ou talvez o Servo de Javé, de Isaías, levado ao matadouro como cordeirinho mudo (cf Is 53,6,7); podia também querer ressaltar a sua qualidade de inocência ou a sua disposição para o sofrimento. É Cordeiro que tira o pecado do mundo, não somente o leva. E São João diz que tira e não que tirará, para indicar e significar a virtude natural de Cristo de tirar os pecados. Jesus, Profeta "Este é o profeta Jesus, de Nazaré na Galiléia" (Mt 21, 9-11). Jesus foi o Profeta esperado. O que é uma profecia? É um conhecimento impresso na mente do profeta mediante uma revelação divina; é um sinal da divina presciência. Que tipo de profeta: taumaturgo (que faz milagres), reformador, messiânico? Jesus não rejeita a tentativa popular de colocar o seu trabalho e a sua personalidade no marco do profetismo, mas o supera porque não apenas anuncia a vinda do Reino, e sim a realiza nele mesmo. É profeta, também, porque é rejeitado e perseguido. Assim supera a imagem do profeta messiânico nacionalista, apocalíptico e espetacular. Como profeta, Jesus teve conhecimento do coração do homem. Conhecia o que havia no coração de Natanael (cf. Jo 1,43). Conhecia os pecados da samaritana (cf. Jo 4, 17-18). Conhecia a maledicência interna dos escribas quando curou o paralítico (cf. Lc 9,46). Conhecia os juízos dos fariseus quando a pecadora lavou-lhe os pés com lágrimas (cf. Lc, 36- 50). Conhecia a traição de Judas (cf. Jo 13, 27). Ele conhecia o que havia no coração do homem! Mas Jesus foi mais do que um profeta. E com as suas profecias demonstrou que era enviado de Deus e, além disso, demonstrou que era Deus. Tudo o que Ele dizia, sabia como Deus e também como Homem. Jesus, Messias Eleito e ungido por Deus e enviado com uma missão. Jesus não só não usa o termo Messias, mas ainda tem positivamente uma atitude de ocultamento e de reserva neste sentido. Impõe silêncio aos demônios para não o revelarem como o Messias (cf. Mc 1,33; 3,12; Lc 4,41). Acontece também que lhe perguntam se Ele é o Messias, e responde dizendo: "Sim, mas...; sim, mas não do modo como pensais". O seu messianismo vai escandalizar, vai desapontar a muitos, vai ser sinal de contradição, uma pedra de escândalo para os judeus. Cristo foi resistente em confessar publicamente a própria identidade messiânica. Havia o perigo de os outros entenderem num sentido político nacional, quando a sua missão era outra bem diferente. E ao confessar publicamente na Paixão, diante do sumo sacerdote, foi tratado como blasfemo. Jesus, Filho de Davi Jesus não se aplica nunca este nome espontaneamente, mas tampouco o nega quando o atribuem a Ele (Mt 21, 9- 15). A multidão o considera como Filho de Davi (Mt 12, 23-27; Mc 10, 47-48; Lc 18, 38-39), mas Jesus não reivindica o título, como se tivesse medo da exaltação política que ele acarretaria. Era, nos tempos de Jesus, um dos títulos de mais acusado fundo político. Jesus, o Filho do homem Tem três sentidos: Primeiro: Filho do homem em clara referência ao texto de Daniel (7, 9-14). Com ele vem a indicar que o seu messianismo é divino. O Filho do homem, de fato, é preexistente, provém do céu e aparece junto ao ancião sobre a nuvem, lugar das manifestações de Deus. Segundo: Jesus, ao usar o título de Filho do homem, o faz em conexão com a função de servo de Javé, porque o seu messianismo de origem divina e transcendente se realiza com a missão de redimir a humanidade (Mt 20-28), perdoar os pecados, julgar, consolar os pecadores. Jesus emprega o título oitenta e duas vezes. Terceiro: Filho do homem por ser verdadeiro homem. É o filho de homem mais extraordinário de todos. Filho do homem porque sofrerá todo tipo de humilhações, porque não terá onde reclinar a cabeça. Une a função de Filho do homem com a de servo de Javé humilhado, servidor e sofrido. Jesus, Senhor Superior a todos, de condição divina. O título "Senhor" se refere mais diretamente às relações de Cristo conosco. Jesus, Filho de Deus Jesus ao apresentar o Pai, está indiretamente se revelando como Filho num sentido único e transcendente. Não é que Ele busque a sua glória ao se revelar como Filho; é que ao revelar a glória do Pai, inevitavelmente Ele revela a sua própria. É no Evangelho de São João que Jesus se apresenta como Filho num sentido único e transcendente. Apresenta a relação única entre ambos mediante um conhecimento mútuo único (Jo 1,18: 10, 15; 17, 25), um amor recíproco também exclusivo (Jo 5,20; 14, 31; 17, 24, 26), mediante a unidade entre ambos na ação (Jo 5, 17. 19. 20. 30), que faz com que os dois sejam uma mesma coisa (Jo 14,10; 17, 21-22). Deste modo, quem honra o Pai honra o Filho (Jo 5, 22-27) e quem vê o Filho vê igualmente o Pai. Este é o segredo da vida íntima de Jesus: sua filiação divina. Existe nele, junto à sua condição divina, uma atração contínua pelo Pai, um desejo de estar a sós com Ele; desejo que às vezes só pode ser atendido ficando toda a noite em oração, após um dia esgotante de atividades. Parece que a própria essência da personalidade de Jesus era a sua relação com o Pai. Era algo obsessivo nele. Jesus nos introduziu por adoção na relação filial única que Ele mantém com o Pai. Ser cristão é ser filho no Filho. Jesus, Salvador Jesus Cristo veio para salvar o homem, não as circunstâncias incômodas. Por isso, mesmo com a vinda do Cristo Salvador, o mal perdura no mundo, sobretudo o mal físico (cf. Mt 19, 12-13; Mc 1, 14-15). Ele veio salvar o homem todo, tanto a alma como o corpo. E veio salvar todos os homens (cf. Mt 28, 19-20). Essa salvação implica uma mudança interior do homem. A salvação de Cristo nos faz homens novos. Como foi que Ele nos salvou? Encarnando-se, morrendo por nós, reparando o nosso pecado. Nós recebemos a salvação reconhecendo-nos pecadores, abrindo-nos a esta salvação por meio dos sacramentos. Estamos chamados a ser co-salvadores com Cristo, mediante o nosso sacrifício, o nosso apostolado direto. 3. O que Jesus disse de si mesmo? Eu sou (Jo 8,24; 8,28; 8, 58; 13,19): significa existência, identidade, autenticidade, veracidade, unidade, coerência. Atrás dessa definição esconde-se uma grande verdade: Jesus é a Existência que dá a existência e consistência a todo o mais. Quem se une a Jesus, quem o segue, quem procura imitá-lo, será uma pessoa que vive na verdade, na autenticidade, na identidade consigo mesma. E evitará a duplicidade, a vida dupla, as gretas, as rachaduras, a esquizofrenia. Eu sou o Caminho (Jo 14,6): caminho para ir até o Pai, caminho para entender o Pai, caminho para entender a verdade profunda do homem, caminho para a realização humana, caminho para a solução de todos os problemas sociais, econômicos e culturais. Quem se afasta deste Caminho se perderá, tropeçará, se desviará e não chegará nunca ao porto da salvação e da felicidade eterna. Quem segue este Caminho, que às vezes é árduo e penoso, chegará, ainda que cansado, sem forças e se arrastando. Ele é o Caminho e a alegria no fim do caminho, pois estará nos esperando de braços abertos. Eu sou a Verdade (Jo 14,6) Ele veio trazer a verdade de Deus, a Verdade do mundo, a Verdade do homem, a Verdade das coisas materiais, a Verdade do sofrimento, a Verdade da morte, a Verdade do além. Quem se separa desta Verdade cairá no erro, na mentira, na incoerência, na inautenticidade. Quem segue esta Verdade, a ama, a vive, a defende, poderá se sentir livre, porque "a verdade vos fará livres". Eu sou a Vida (Jo 11,25 e 14,6): Ele veio trazer a vida divina que desfrutava junto do Pai. Essa vida divina vem através dos sacramentos e da oração. Quem não se aproxima de Jesus experimentará cedo ou tarde os sintomas da morte. Quem segue Jesus, que é Vida, não morrerá jamais, mas viverá eternamente. É promessa de Jesus, e Ele cumpre, porque é a Verdade. Eu sou a Ressurreição (Jo 11,25). Assim como Ele ressuscitou, nós também ressuscitaremos, se crermos nele, se o seguirmos, se o amarmos. Ressuscitaremos com os nossos mesmos corpos, e esses corpos se unirão às nossas almas imortais, para nunca mais morrer. Unidos corpo e alma, a nossa pessoa se formará novamente, já gloriosa e transfigurada, com o único objetivo de louvar, amar e servir a Deus nesses novos céus. Eu sou a Luz do mundo (Jo 8,12). Antes da sua vinda, uma escuridão encobria o mundo e Ele veio trazer a Luz do céu, onde tudo é transparência, luminosidade, claridade. Quem segue Jesus não tropeçará nem cairá, porque Ele ilumina o nosso caminho. Quem segue Jesus não terá frio, porque a sua luz é calor para a alma. Eu sou o Bom Pastor (Jo 10,11). Existem três tipos de pastores: o bom, o mau e o mercenário. O pastor mercenário é assalariado, não se importa com o bem das ovelhas, serve-se delas para o próprio proveito; não ama as ovelhas, ama o que lhe pagam por cuidar delas. O mau pastor é o ladrão que pula a cerca para roubar. O Bom Pastor é o que dá a vida pelas suas ovelhas: é Cristo. Será Bom Pastor aquele que se assemelhar ao único Pastor e estiver disposto a dar a vida pelas ovelhas. O que fazer diante deste três tipos de pastores? Devemos reconhecer o Bom Pastor para amá-lo, respeitá-lo, obedecer-lhe. Ao mercenário temos que tolerar e ao ladrão evitar, porque se não o evitamos, nos rouba a alma. Eu sou a Porta das ovelhas (Jo 10, 7 e 9); porta por que se entra e se sai e por onde entram tanto as ovelhas como os pastores, ainda que não todos os pastores, somente os verdadeiros. Significa que Ele é a Porta da Vida e o Caminho da Redenção. É o único mediador entre Deus e os homens. É a Porta para entrar na Casa do Pai. É a Porta para entrar no Banquete celestial. É a Porta para entrar na Vida eterna e feliz. Outras portas conduzem talvez ao vazio, à violência, ao nada, à morte. A única coisa que o pastor deve fazer é que as suas ovelhas passem por esta Porta que é Jesus, e as ovelhas devem ouvir o Bom Pastor e os pastores que o representam e entrar por esta Porta, desprezando a voz dos ladrões que pulam a cerca, para matar e roubar. Entrando, terão vida e vida em abundância. Eu sou o Pão da Vida (Jo 6, 35 e 48) Que atrevimento! Dar-se a si mesmo como comida, corpo e sangue, alma e divindade. Ninguém falou como Ele. Pão porque é o alimento mais simples, o que nunca falta na mesa dos pobres. Pão, porque pode se partido, compartilhado e repartido. Alimento que anseia interiormente pela comida espiritual e por um coração limpo. Pão que alimenta o fraco, que consola o triste. Pão que se torna um só conosco; ou melhor, nós nos tornamos um com esse Pão e podemos entrar numa intimidade e união tal, que ninguém poderá nos separar. Isto é a Comunhão, a comum união com Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Eu sou a Videira verdadeira (Jo 15,1). A Videira é a que dá seiva, alimento e fruto aos ramos. Os ramos somos nós. Só quem está unido à Videira terá vida e não secará. Quem não estiver unido a Ela acaba secando, sendo cortado, jogado fora e queimado. Não serve para nada. Queremos dar fruto na vida pessoal, na vida familiar, na vida social. Unamo-nos a essa Videira. Enxertemos na Videira os ramos que se soltaram ou se deixaram soltar, consciente ou inconscientemente. Eu sou Rei (Jo 18,37). Não é um rei temporal, político, social, que subjuga, escraviza os súditos. É um Rei pobre materialmente, mas rico espiritualmente; é um Rei entregue à Causa encarregada pelo Pai; é um Rei humilde, mas consciente da sua Realeza. È um Rei que serve, sai do palácio para caminhar pelos nossos caminhos poeirentos e ver as necessidades da cada um dos seus súditos para dar soluções. Nosso Rei sofre as nossas misérias e dores e delas compartilha. É um Rei especial, porque tem como trono a cruz; como cetro, a verdade; como lei o amor e o perdão; como roupa, a humildade e a pureza; como coroa, uma de espinhos lavrada com todos os nossos pecados. O seu reinado são as nações, as famílias, cada coração onde Ele quer reinar se nós deixamos. Não quer que ninguém fique fora do seu Império de amor e de paz. Este Rei pede súditos fiéis e felizes de hastear a sua bandeira, de lhe servir, de transmitir a sua lei e a sua mensagem. Estes súditos fiéis não trocam este Rei Jesus pelo rei de copas, que é o rei-prazer, nem pelo rei de ouro, o rei-dinheiro, nem pelo rei de paus ou de espada, o rei-violência. Dizem "Viva Cristo Rei" com os lábios e com a vida. Não quer súditos infiéis, covardes, medíocres, que vivem no exército de Cristo mas não lutam, não trabalham, não se esforçam, seguem a lei do mínimo esforço, da queixa contínua, da mentira. 4. Outros títulos Servo de Javé: que está intimamente unido a Deus e que sofrerá por nós. Sumo Sacerdote: que é a ponte mais direta para nos unirmos a Deus. Juiz: que julgará no último dia. Santo de Deus: filho de Deus. Mediador: intermediário das nossas necessidades diante de Deus. CONCLUSÃO: Todos estes títulos nos demonstram a riqueza escondida de Jesus, o Filho de Deus. É a riqueza que Deus Pai quis compartilhar com a humanidade. Cada um de nós vai tendo ao longo da vida diversas experiências de Jesus. O importante é estar aberto a este Poço insondável e nos aproximarmos cada dia para sorver nem que seja uma gota desta água refrescante e que sacia. Tomara que terminemos a vida com o nome de Jesus nos lábios e no coração. Só em escutar esse nome a nossa alma se pacifica, o coração se inflama e se dilata. Como não anunciá-lo por todos os cantos da terra? Nele está a salvação. |
Bento XVI aos sacerdotes (I): não basta fazer <www.zenit.org, Junho 16> Lições do Papa: sofrimento da Igreja à luz de Fátima <www.zenit.org, Maio 19> Questão da ética na informação eclesiástica <www.zenit.org, Maio 19> | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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