Um apostolado de...
Legionários de Cristo - uma congregação sacerdotal jovem e entusiasta a serviço do Papa e da Igreja.
Regnum Christi - Um movimento leigo de homens e mulheres trabalhando para estender o Evangelho.
Conteúdo
Fale conosco
Ajuda    
Orientação vocacional em sua área
Procure um diretor espiritual
Envie-nos as suas perguntas
Boletim por e-mail
Digite o seu e-mail e assine agora:

  

ler o último número...

MultimediaTudo sobre a oraçãoGuia vocacional pessoalCorreioAdoração pelas vocaçõesEventos
Jesus Cristo
Opções de página
Voltar para Jesus Cristo
Anterior
Próximo
Adicionar a favoritos
Pergunte
Envie esta página por email
Versão para impressão.
Entre em contato
Capítulo 9
Jesus diante dos amigos

Que homem ou mulher não fez na vida a experiência da amizade? A amizade é uma experiência humana bela, enriquecedora, humanizante e digna dos maiores elogios. Como verdadeiro homem, por que Cristo se privaria desta nobre experiência?

 

A amizade é um valor entre os humanos e um dos maiores dons de Deus. Deus mesmo se apresenta como amigo dos homens: sela um pacto de amizade com Abraão, com Moisés, com os profetas. Ao enviar a Cristo Ele se mostrou amigo dos homens. Por meio dos Evangelhos nós sabemos que Jesus deu a esta amizade de Deus um rosto de carne, vindo ser amigo dos homens. Mas teve, é claro, amigos especiais, e fez a experiência gratificante da amizade por ser verdadeiro homem.

 

 

1. O que é a amizade?

 

O mundo em que vivemos está necessitado de amizade. Avançamos muito em tantas coisas, vivemos com tanta rapidez e tão ocupados que, no fim, nos esquecemos do mais importante. O barulho e a velocidade estão destruindo o diálogo entre os homens e temos cada vez mais conhecidos e menos amigos.

 

O filósofo grego Sócrates assegurava que preferia um amigo a todos o s tesouros do rei Dário. Para o poeta latino Horácio, um amigo era a metade da sua alma. Santo Agostinho não vacilava em afirmar que a única coisa que pode nos consolar nesta sociedade humana tão cheia de trabalhos e erros é a fé verdadeira e o amor que os verdadeiros amigos professam uns pelos outros. O ensaísta espanhol Ortega y Gasset dizia que uma amizade delicadamente cinzelada, cuidada como se cuida de uma obra de arte, é o topo do mundo. E o próprio Cristo não usou como elogio e expressão do seu carinho pelos apóstolos o fato de eles serem seus amigos porque tudo o que tinha ouvido do Pai lhes dera a conhecer?

 

Mas a amizade, ao mesmo tempo em que é importante e maravilhosa, é difícil, rara e delicada. Difícil porque não é uma moeda que se encontre pela rua, embora devamos procurá-la apaixonadamente como um tesouro. Rara, porque amizades não são numerosas: podemos ter muitos companheiros, inúmeros camaradas, mas não são muitos os amigos. Delicada, porque precisa de determinados ambientes para nascer, para crescer e nunca se degradar.

 

O que é a amizade? Simples simpatia, companheirismo, camaradagem? A amizade é uma das mais altas facetas do amor. Aristóteles definia a amizade como querer e procurar o bem do amigo pelo amigo mesmo. Laín Entralgo a definia assim: "A comunicação cheia de amor entre duas pessoas, na qual, para o bem mútuo, se realiza e se aperfeiçoa a natureza humana".

 

Portanto, na amizade um e outro dão o que têm, o que fazem e, sobretudo, o que são. Isto supõe a renúncia de dois egoísmos e a soma de duas generosidades. Supõe ainda um duplo respeito pela liberdade do outro. A amizade verdadeira consiste em deixar que o amigo seja o que é e o que quer ser, ajudando-o delicadamente a ser o que deve ser.

 

a. Seis pilares sustentam a verdadeira amizade, segundo Martin Descalzo:

 

O respeito ao que o amigo é como o amigo é.

A franqueza, que está no meio do caminho entre a simples confiança e o absurdo descaramento. Franqueza como confidência ou intimidade espiritual compartilhada.

A generosidade como dom de si, não como compra do amigo com presentes.

Aceitação dos erros.

Imaginação, para superar o tédio e tornar fecunda a amizade.

A abertura.

 

O que se experimenta quando se perde um amigo? Que o diga Santo Agostinho, como quando da morte do amigo íntimo: "Suspirava, chorava, me preocupava e não encontrava descanso nem consolo. Tinha a alma esfarrapada e ensangüentada, rebelando-se dentro de mim, e não achava lugar para ela. Nem os bosques amenos, nem os jogos e cantos, nem os lugares perfumados, nem os esplêndidos banquetes, nem os deleites do leito e do lar, nem mesmo nos livros e nos versos podia eu descansar. Tudo me causava horror, inclusive a luz; e tudo quanto não era o que ele era, fora o gemer e o chorar, porque só nisto encontrava algum descanso, me parecia insuportável e odioso".

 

Isto foi o que experimentaram os apóstolos quando perderam o amigo Jesus. A vida se torna terrível, cruel, vazia sem o amigo.

 

Termino esse trecho com uma citação bíblica: "Um amigo fiel é poderoso protetor; quem o encontra possui um tesouro. Nada vale tanto quanto um amigo fiel; seu preço é incalculável" (Si 6,14-17).

 

 

2. Jesus experimentou a amizade

 

É verdade que Jesus ama a todos por igual, sem condições sociais, econômicas ou nacionais. Ama inclusive os seus inimigos. E os ama até a morte.

 

Seu amor por todos os homens não é um amor de sentimento passageiro nem de expressões exteriores ternas e afetadas. Seu amor é de caridade, que encerra estas características ricas e valiosas:

 

Dirige-se aos outros de coração aberto, sem se isolar nem se evadir no trato; vai ao encontro de todos os que ama (cf. Mt 11,28).

Fica compadecido de quem está necessitado (cf. Mt 9,36).

Não discute com os amigos: corrige-os, sem contudo se imiscuir em disputas (cf. Mt 20,20-28).

Alegra-se com eles nos seus momentos felizes (cf. Lc 10,21).

Rejeita as suas intenções desviadas (cf. Mt 16, 23).

Não deseja nada dos homens; não procura dar para receber. E quando procura consolo na agonia, não o encontra (cf. Mt 26, 40).

Sente-se incompreendido por eles, mas era parte da sua cruz; afinal, ainda não tinha vindo o Espírito Santo que os faria compreender tudo (cf. Jo 12,24).

Ama-os sobrenaturalmente, não por causa das suas qualidades humanas (cf. Jo 13,14).

Mantém, entretanto, uma distância entre os seus amigos e Ele, pois o seu mundo está muito acima do deles (cf. Jo 2,25).

 

3. Houve na terra algum homem que tenha amado os homens mais do que Jesus?

 

É verdade o que acabamos de dizer: Jesus ama todos os homens e os considera como amigos. Mas também é verdade que Ele teve amigos especiais. Abramos o Evangelho.

 

Jesus tem uma relação especial com João, o discípulo amado. Nesta amizade nós descobrimos que Jesus compartilhou com alguém, de modo especial, as suas experiências interiores e reservadas. Amizade íntima. Manifestação dessa amizade íntima é o Evangelho que João escreveu. Nele se ouve palpitar o Coração de Jesus; aí descobrimos a profundidade de Deus. Por isso se representa João como uma águia, porque voou alto, até o zênite de Deus.

 

Também teve especial relação com três apóstolos: Pedro, Tiago e João. Nesta amizade descobrimos a busca de companhia para compartilhar momentos especiais, felizes, como na transfiguração, ou tristes, como no Getsêmani. Amizade compartilhada.

 

Quem não se lembra da especial relação com os três irmãos de Betânia, Lázaro, Marta e Maria? Neles descobrimos a amizade de Jesus que corresponde na mesma medida à amizade oferecida a Ele. Amizade agradecida. Betânia era um dos lugares onde Jesus descansava e abria o coração de amigo. Cristo tinha lá uma porta sempre aberta, tinha a chave da entrada; sentia-se bem entre gente querida que o estimava.

 

Tem também uma especial relação com Maria Madalena. É uma amizade limpa e livre de afeto inadequado. Jesus ajudou muito essa mulher a sair da sua vida de pecadora e soube reconhecer a gratidão que ela sempre lhe dedicou com a fidelidade à conversão que obteve.

 

É claro que Cristo teve amigos. Não teria sido totalmente homem se lhe houvesse faltado essa faceta humana. Teve amigos em todas as classes sociais e de todas as profissões. Desde pessoas de grande prestígio social, como Nicodemos e José de Arimatéia, até mendigos como Bartimeu. Na maior parte das cidades e aldeias Ele achava pessoas que o amavam e se sentiam correspondidas pelo Mestre; amigos que nem sempre o Evangelho menciona pelo nome, mas cuja existência nós podemos vislumbrar.

 

De que serviria a prosperidade, diria o orador latino Cícero, se não fosse com alguém compartilhada? Como seria suportável uma adversidade sem alguém ao nosso lado para sofrer e compartilhar o contratempo? A quem falar dos anseios do coração, senão ao amigo que sintoniza conosco em tudo? Cito Santo Ambrósio: "Consola muito nesta vida ter um amigo a quem abrir o coração, desvendar a própria intimidade e manifestar as penas da alma; alivia muito ter um amigo fiel que se alegra contigo na prosperidade, compartilha a tua dor na adversidade e te sustenta nas horas difíceis" (Santo Ambrósio, Sobre os ofícios dos ministros 3,134).

 

Jesus, portanto, teve tempo para a amizade e para o descanso. Como homem que era, Jesus se cansava das suas correrias apostólicas. Doíam-lhe na alma os desprezos, as indiferenças, as calúnias de quem não o amava; Ele precisava do consolo e do carinho dos seus íntimos. Às vezes lhe pesava a solidão em que tinha de viver, e precisava da amizade que faz com que essa solidão não se torne insuportável. Ao mesmo tempo, precisava expandir o coração, seus segredos, seus anseios. "Deixava escapar toda a suavidade do seu coração; abria por inteiro a alma e dela espalhava como vapor invisível o mais delicado perfume, o perfume de uma bela alma, de um coração generoso e nobre" (São Bernardo, Comentário ao Cântico dos Cânticos 31,7).

 

 

4. Requisitos para ser amigos de Cristo

 

Teríamos de nos perguntar que requisitos são necessários para entrar no círculo de amigos de Jesus.

 

Cristo nos responde no Evangelho: "Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando" (Jo 15,14). E o que Jesus nos mandou foi amar-nos uns aos outros como Ele nos amou. Ele nos mandou rezar e vigiar. Ele nos mandou ser mansos e humildes de coração. Ele nos mandou ser santos como o seu Pai celestial é santo. Ele nos mandou carregar o seu jugo. E assim poderíamos continuar com o Evangelho inteiro. Eis o que Jesus nos pediu. Se o cumprirmos, seremos seus amigos.

 

Portanto, para ser amigo de Jesus não é suficiente um amor de sentimentos, de emoções. Temos que amar Jesus com amor de entrega, de sacrifício, de fidelidade. Com amor feito de obras. Obras são amores, não boas razões.

 

Jesus não quer amigos de conveniência, que só estão com Ele até o partir do pão e que o deixam sozinho e fogem quando se aproxima a sombra da cruz. Jesus não quer amigos que se aproveitem dele para conseguir lugares melhores no céu.

 

Jesus quer amigos humildes, pacíficos, de alma pura e livre de ataduras sensuais. Somente a estes Jesus aproximará do seu Divino Coração.

 

Temos que amar a todos por Jesus. E a Jesus temos que amá-lo por si mesmo. Somente a Jesus devemos o amor total, porque está provado que é Ele o único amigo totalmente bom, totalmente leal.

 

 

CONCLUSÃO: Sem Jesus, o que o mundo poderá nos dar? Vida sem amizade com Jesus é terrível inferno. Vida em amorosa amizade com Jesus é um paraíso cheio de delícias. "Se Jesus está contigo, nenhum inimigo espiritual poderá fazer-te mal nem te derrotar. Quem possui a Jesus, a sua amizade e ensinamentos, tem o mais rico tesouro, o melhor de todos os bens. Quem, porém, perde Jesus e a sua amizade, sofre a mais terrível e imensa das perdas. Perde mais do que se tivesse perdido o universo inteiro. A pessoa que vive em boa amizade com Jesus é riquíssima, mas a que não vive é paupérrima e miserável. Saber viver em boa amizade com Jesus é uma verdadeira ciência e uma grande arte. Se és humilde e pacífico, Jesus estará contigo. Se és piedoso e paciente, Jesus viverá contigo... Facilmente podes levar Jesus a se retirar, afugentá-lo e perder a graça e a amizade, se te dedicas à tua sensualidade e a dar importância exagerada ao que é material e terreno" (Kempis, Imitação de Cristo, II, 8).

Clica aqui para me enviar um e-mail.
                                                                                                                                                                                                       
Adoração pelas Vocações
Setembro 9
(Horário GMT)
3:00 PMfabio nelson palacio (Risaralda, co...)
Setembro 16
3:00 PMfabio nelson palacio (Risaralda, co...)
Setembro 23
3:00 PMfabio nelson palacio (Risaralda, co...)
Janeiro 1
4:00 AMAnonymous
Ver semana inteira...

O que é isto?

Um apostolado dos Legionários de Cristo e do Regnum Christi a serviço da Igreja.